sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Círculo vicioso...

Hoje li a respeito do círculo vicioso que as pessoas utilizam para se proteger dos sofrimentos do mundo. Essas estratégias, obviamente, são inconscientes e a maioria das vezes a pessoa quando se dá conta dessa prisão fica tentando descobrir um jeito de quebrar esse círculo.
Um senhor, por exemplo, relatou toda a sua insatisfação com as pessoas da sua casa. Que ninguém ajuda nas responsabilidades, que todos estão contra ele. Ele sempre apresentou esse certa insatisfação com seu ambiente familiar. Se sentia consumido e contaminado por um clima "pesado" no seu domicílio. Ele sempre foi um bom filho, mas seus pais sempre foram rígidos e cobravam muito dele desde a infância. E ele se sente forte por ter esse incentivo durante seu crescimento e na formação de seu caráter. Hoje ele me disse que se sente sozinho, não tem mais amigos, não se aproxima da sua família e que fica praticamente 13 horas trabalhando direto. Prefere se distrair com o trabalho do que ficar descansando "naquele inferno". Pedi para que ele me relatasse como seria esse ambiente domiciliar. Ele me disse que nao existe amor, existe egoísmo, brigas, reclamações, pensamentos negativos, e que a carga de responsabilidade em cima dele é realmente muito pesada.Fomos conversando mais e mais e cada vez mais fui percebendo como esse senhor ela carente de atenção e cuidados. Como ele necessitava de carinho. Ele não percebia isso. E foi aí que percebi o círculo vicioso. Ele se apegava a todas as pessoas externas da casa dele. Principlamente no trabalho. Pois nesses locais ele encontrava apoio e atenção. Em casa ele se sentia desprotegido. As pessoas não o respeitava como no trabalho. Percebi ainda na forma que ele usava para se proteger. Ele se ocupava para não enfrentar os probleas de casa e se apegava as pessoas externas para lhe darem atenção. Na verdade ele queria controlar todo o universo ao seu redor, mas não conseguia, então ele arrumou uma estratégia inconscientemente para ficar se sentindo mais confortável. Seu ciclo de vício era:


A sua baixa auto estima e o amor próprio dilacerado, faziam com que ele tivesse que ter a ilusão de que um auto controle emocional seria mais seguro. Se eu não dou conta, eu tento controlar e não preciso encarar. Então o senhor buscava se ocupar no tempo com medo do seu "EU". Evitava falar nos assuntos que não tolerava e ficava amargurado com aquilo, mas logo mudava de assunto e falava sobre outrs parentes. FUi percebendo que sua carência afetiva gerava uma busca pela felicidade como anexo a outras pessoas e não a ele prórpio. Isso vai de acordo com alguém que apresenta uma baixo auto estima.

Fiquei refletindo e percebi que sua estratégia era errada. Pois se ele não se valoriza e se apega ao externo buscando a felicidade, então ele nunca vai encontrar, pois ninguém é igual e ninguém quer as mesmas coisas. E mesmo que quisesse seria muito triste ter que se sentir feliz apenas quando os outros estão felizes. Imagina se esse senhor fica morando com a sua família até que ele venha a falecer? Ele vai viver em um ambiente que ele não se sente bem e nunca vai sentir, pois a faília é triste e desunida. ELe não vai encontrar felicidade em ninguém, exceto nele mesmo. ELe deve buscar esse encontro com o "EU". Para que ele se encare e descubra o que ele realmente gosta, deixando de tentar agradar sempre os outros e unca a ele mesmo.

O Senhor, claro, não ouviu nada disso que escrevi aí. Ele conversou, conversou, contou seus problemas e depois saiu caminhando com sua bengala brilhante, na busca da felicidade logo ali na próxima esquina.

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