segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Gira na mente...

   Hoje a minha mente ficou fervilhando. Pensei nas minhas perdas e nas minhas vitórias. Atualmente tenho pensado muito nas coisas que me aconteceram nos últimos meses. Tive algumas perdas na minha vida. Perdas que com uma análise mais criteriosa me fizeram enxergar ganhos. Estranho isso. Enxergar ganhos nas perdas. Paradoxal, não?
   Enfim, fico pensando em como a gente fica sem enxergar as coisas quando estamos dentro de determinadas situações. Pode ser uma amizade, um namoro, um casamento ou na família mesmo. Quando estamos ali dentro daquela determinada situação fica muito difícil ter uma visão imparcial. Hoje enxergo isso com mais clareza. Os relacionamentos duradouros com qualquer tipo de pessoa é assim. Vamos nos envolvendo e quando vamos prestar mais a atenção já estamos cegos. Nos relacionamentos amorosos isso é muito comum. As pessoas se misturam tanto que depois não sabem mais o que querem individualmente e nem quem são elas mesmas.
   Na verdade não existe perda. A palavra "perda" para mim é inadequada nesse contexto de relacionamentos. Não perdemos ninguém. Ganhamos alguns momentos de troca de energia e de amor. Além, das experiências, é claro. Tudo nessa vida é assim. Passa.
   Existem pessoas que tem uma missão de passar pela vida de outras para fazer a pessoa enxergar melhor a vida, dar mais valor as coisas e pessoas, entender o que é o comportamento humano (tentar pelo menos), e depois que sua missão estiver completa, essa pessoa vai embora..
   Vamos ser honestos. Quem nunca terminou um relacionamento e refletiu dias e dias a respeito dos reais motivos que geraram o fim? E são nessas reflexões que a gente sofre. Mas sofre porque aprende. A aprende porque sente falta e reflete com a saída da zona de conforto. E existem pessoas que estão ali para nos fazer aprender. Sendo por bem ou sendo na marra.
    Eu sinto a minha melhora de ponto de vista em relação a vida por isso. Sofri... sofri muito. Hoje vejo que esse sofrimento, foi exatamente proporcional ao meu entendimento em relação a toda a situação. "A ficha vai caindo", e a pessoa começa a ficar mais acordada para a realidade e não para aquele mundo que estava envolvida.
   Sei que as pessoas vão pensar: "Essa Juliana com certeza teve uma desilusão amorosa, por isso está dizendo isso". Digo a vocês que já tive muitas desilusões como qualquer outro ser humano, mas não só amorosas, mas também me decepcionei com amigos, companheiros de jornada, familiares. Isso todos passam em suas vidas - desilusões. O ser humano é assim.
   O que mais me faz enxergar a realizade hoje, com um clareza maior é a experiência de ter vivido enganada por mim mesma. É claro que as pessoas se decepcionam com as outras, mas existe também a desilusão por si mesmo. Criamos um mundo e uma expectativa mentirosa e sem precedentes em relação aos outros.


    Eu mesma idealizava as pessoas e essas não correspondiam nunca ás minhas expectativas. Então o problema não era elas inicialmente e sim eu mesma. Foi aí que eu descobri que não sou eu que deveria me adaptar as pessoas, nem elas a mim. Descobri que tinhamos que conviver com as diferenças, porém tendo muito respeito. E é aí que o problema ganha proporções maiores. Viver com as pessoas ao seu redor, sabendo que podemos nos iludir ou ser iludido, sofrer com a postura dos outros e ainda assim conviver com as diferenças, estar preparado para decepções e desilusões. Essa vida é complicada né... só vivendo na prática mesmo e ver o que acontece para ter as reações. O que importa é que devemos correr atrás de ser felizes independente de ser fácil ou difícil. Temos que ser como a água que no maior dos obstáculos ela não passa por cima, mas contorna e sempre acha um espaçinho para escorrer. É isso.
 

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