A transformação do ser humano depende muito das suas experiências e de suas atitudes perante o inesperado. Sofremos para aprender, mas sempre após uma tempestade haverá um dia de sol com todas as cores vibrantes possíveis.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Sentimentos diferentes
Quanto me coloco a refletir, sempre me perco em mil pensamentos. Parece que fico voando alto e vejo várias coisas flutuando. Vou olhando algumas mais de perto, outras um pouco mais distante, outras mais veloz e já algumas mais lentamente. Fico imaginando cada sentimento em uma caixa e quanto resolvo abrir as coisas ficam um pouco complicadas. Medo. Medo de mexer nessas caixinhas e sofrer.
Cada pessoa tem seu tempo para viver as mais diversas experiências e também para se encontrar como um ser humano que faz parte do mundo. Hoje minha cabeça começa a funcionar de uma forma mais diferente de alguns meses atrás.
Tem dias que fico fugindo de mim mesma e de meus pensamentos malvados. Hoje foi um dia que tentei refletir a respeito do meu comportamento nos últimos 6 anos de minha vida. Motivos para isso são vários, mas especificamente a mudança brusca de uma vida inteira. Resolvi mudar. Claro que não foi uma escolha totalmente minha. Fui colocada a prova e não sabia mais como agir. A pressão na minha vida estava grande. Eu ainda não estava pronta para determinados passos da vida, mas estive lá, sempre forte, ao lado das pessoas que precisavam. Só que eu não percebia que na verdade quem mais precisava de atenção naquele momento era eu mesma. Lutei para ajudar a todos, acabei comigo mesma e com minha saúde. Mas estava ali do lado sempre. Hoje, reflito sobre a minha ausência de mim. Eu nunca tinha tempo para mim. Nunca. Sempre desperdiçei meu tempo com coisas que não me fariam ser feliz, ou que me geravam um prazer curto mas que não me trariam benefício para o futuro nem para engrandecer minha alma.
Tenho dúvidas quanto ao egoísmo e o amor próprio. Não sei até onde um vai e o outro começa. Sei que de repente um amor próprio muito exagerado pode ser classificado como egoísmo. Mas se não há amor próprio, como a pessoa lida com a sua vida? Eu ainda estou procurando um equilíbrio. Ainda não encontrei um ponto ideal para o amor próprio. Aliás, onde ele está mesmo?
É muito bom ajudar aos próximos, é muito bom sentir a alegria de outra pessoa por um pequeno gesto de carinho que a gente possa fazer por ele. Mas temos que tomar cuidado com os extremos. Viver em função do outro, não é saudável. A vida é muito pequena e rápida para que se dedique a alguém. Temos que dedicar a nossa própria vida a nós mesmos. A nos aperfeiçoar e a evoluir mentalmente. Claro que com a caridade presente seria muito importante, mas para que possamos cuidar do outro, precisamos estar íntegros.
Pensem nisso...
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